A aula explora as consequências de viver “longe do Eu Agora”. Este distanciamento do presente nos leva a um estado emocional inferior, contraindo nosso corpo e consciência, e nos vicia em um “modo evitar” para não sentir desconfortos. A solução proposta é parar de fugir, “ficar” e sentir o “bicho” (sentimento), pois é somente através desse ato que o medo se transforma em coragem e a tristeza em alegria, retomando nosso amadurecimento emocional.
Quando nossa atenção está no passado, futuro, nos outros ou imersa na mente, operamos em um “registro emocional inferior”. Isso nos torna menores, isolados, dogmáticos e dominados por sentimentos como medo, raiva e desconfiança.
A ausência do presente nos deixa menos sábios e mais limitados. Essa tensão mental se reflete no corpo, causando dores de cabeça e nas costas.
Vivemos em função de nos defender de ameaças, muitas vezes imaginárias. Entramos em um “modo evitar” para não sentir nada que nos desafie.
Distantes do nosso próprio “Eu”, perdemos a capacidade de nos conectar com os outros e com a vida. Tornamo-nos mais críticos e menos tolerantes.
Inconscientemente, nosso sistema é colocado a serviço de “não sentir”. Para nos mantermos a salvo de qualquer desconforto, usamos anestésicos como comida, vícios e, principalmente, o celular, que se tornou uma das maiores ferramentas de fuga da realidade.
Tudo o que nos oferece conforto (comida, medicações, tecnologia) pode ser usado como uma forma de nos anestesiar e evitar sentir as dores da vida.
Ao evitar os sentimentos “ruins”, também nos fechamos para os “bons”. A vida perde o sabor e buscamos cada vez mais estímulos externos.
Fugir dos sentimentos interrompe nosso amadurecimento. Não desenvolvemos “tônus emocional” para lidar com as frustrações da vida.
A solução é parar de fugir e “ficar”. A frase “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come” é ressignificada: a solução é ficar e sentir o “bicho”, pois é neste ato que ele se transforma.
Fugir dos sentimentos não os elimina. Eles ficam guardados e nos dominam a partir do inconsciente.
A solução é permitir-se sentir o medo, a tristeza ou a raiva sem reagir ou escapar. Ficar com a sensação pura.
Quando um sentimento é plenamente sentido, ele se transforma: o medo vira coragem e a tristeza vira alegria profunda.
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Continuar escrevendo no caderno todos os dias antes de dormir: percepções de auto-observação.
Manter o exercício de “secar-se com presença” após o banho por mais uma quinzena.
Escrever no grupo a sua decisão de “mergulhar profundamente na sua essência e dores”.